Díli, 5 de maio de 2026
Sua Excelência a Ministra da Educação, Dra. Dulce de Jesus Soares, e Sua Excelência o Presidente da República, Dr. José Ramos-Horta, celebraram, juntamente com as delegações dos Estados-Membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o Dia Mundial da Língua Portuguesa, assinalado a 5 de maio, numa cerimónia realizada no Hotel Timor, em Díli.
Na sua intervenção, a Ministra da Educação afirmou que esta data representa muito mais do que uma celebração simbólica, constituindo uma verdadeira ponte entre povos e culturas unidos pela língua portuguesa.
“Celebramos o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP, homenageando uma língua que atravessou oceanos e se afirmou como elemento estruturante da nossa identidade coletiva e como janela aberta ao mundo”, sublinhou.
A Ministra destacou igualmente, com particular apreço, o gesto de Sua Excelência o Secretário de Estado da Cultura de Portugal, que lhe ofereceu a obra A Senhora das Índias, da sua autoria.
“Mais do que um livro, esta obra é um símbolo vivo daquilo que nos une: a capacidade de contar histórias que atravessam o tempo, de preservar memórias e de aproximar culturas através da língua portuguesa”, afirmou.

Para Timor-Leste, a língua portuguesa representa muito mais do que um instrumento de comunicação. Segundo a Ministra, trata-se de uma língua de resistência, soberania e afirmação internacional, que continua a desempenhar um papel central na construção do futuro do país.
Durante a cerimónia, foi igualmente destacado o papel do património cultural como elemento de promoção da identidade, da cidadania e do diálogo entre os povos, sublinhando-se que a diversidade cultural constitui uma das maiores riquezas da CPLP.
A Ministra evocou diferentes expressões culturais dos Estados-Membros — do fado português ao samba brasileiro, da morna cabo-verdiana às esculturas makonde de Moçambique — destacando que, apesar das diferentes geografias e culturas, a língua portuguesa preserva um espírito comum de união.
Referindo-se a Timor-Leste, destacou ainda o significado do tais enquanto símbolo da identidade nacional e expressão da harmonia entre as línguas maternas e a língua portuguesa.
“As nossas Casas Sagradas, as Uma Lulik, ensinam-nos o respeito pelo passado; as nossas escolas devem preparar-nos para o futuro”, afirmou.
A cerimónia integrou-se no programa das reuniões ministeriais da CPLP realizadas esta semana em Díli, reforçando o compromisso comum com a promoção da língua portuguesa, da cultura e da cooperação entre os povos lusófonos.
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